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II Série Volume 30 Número 9
Setembro 2017

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Erisipela.

6- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

7- Drogas antidepressivas.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

13- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

14- Inversão uterina.

15- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

16- Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura.

17- Rabdomiólise.

18- Glioblastoma multiforme ... com apresentação multifocal.

19- Espondilodiscite: que etiologia?

20- Diferenças farmacodinâmicas e farmacocinéticas entre os SSRI: implicações na prática clínica.

 
   

Surto de Parotidite em Crianças e Adolescentes com Elevada Taxa de Vacinação na Região Centro de Portugal, 2012-2013



Introdução: A vacina contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola foi introduzida no Programa Nacional de Vacinação em 1987, atingindo rapidamente uma cobertura vacinal > 92% para duas doses, com redução importante da incidência anual da doença. Reportamos um surto de parotidite na Região Centro de Portugal ocorrido entre outubro de 2012 e março de 2013.
Material e Métodos: Foram investigados os casos de tumefação de glândulas salivares e sintomas compatíveis com parotidite. Para cada caso foram analisados dados demográficos, clínicos, laboratoriais e vacinais.
Resultados: Ao longo de seis meses foram notificados 148 casos: 87,8% ocorreram em três dos 16 concelhos afetados e 78,4% tinham uma relação epidemiológica conhecida. A idade mediana foi de 14,5 anos (2-62) e 70,3% tinham entre 11 e 20 anos; 61,5% eram do sexo masculino. Na maioria dos casos a doença foi ligeira, com uma duração média de sete dias (2-20). A febre ocorreu em 80,4% e a glândula parótida apresentou envolvimento unilateral em 55,4%; sete casos tiveram orquite, um ooforite e uma nefrite. Dois doentes foram internados. A transmissão da doença ocorreu predominantemente em ambiente escolar, com taxas de ataque < 30%. A maioria dos casos ocorreu em indivíduos vacinados (92%), dos quais 86,8% com duas doses. Em 17,7% foi identificada uma dose de vacina contendo a estirpe Rubini. Foi identificado o genótipo G do vírus da parotidite em quatro casos.
Discussão: Este surto de parotidite numa população com coberturas vacinais elevadas, atingindo principalmente adolescentes em meio escolar, poderá dever-se à efetividade parcial da vacina contra a doença (especialmente no grupo vacinado com a estirpe Rubini), à perda de imunidade ao longo do tempo ou ainda à discordância entre os genótipos vacinal e circulante causador de doença.
Conclusões: O relato deste surto releva a importância da discussão sobre a necessidade de mais doses de reforço da vacina atual ou de uma nova vacina incluindo mais genótipos para melhorar a imunogenicidade.
Palavras-chave: Adolescente; Criança; Parotidite; Portugal; Surto de Doenças; Vacina Contra Sarampo-Parotidite-Rubéola.

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