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II Série Volume 30 Número 6
Junho 2017

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

4- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

5- Erisipela.

6- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

7- Drogas antidepressivas.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

13- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

14- Inversão uterina.

15- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

16- Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura.

17- Rabdomiólise.

18- Glioblastoma multiforme ... com apresentação multifocal.

19- Abordagem diagnóstica das neuropatias periféricas.

20- Espondilodiscite: que etiologia?

 
   

Repensar a Anatomia: Como Superar os Desafios da Evolução da Educação Médica





Introdução: A Educação Médica, face ao desenvolvimento científico e tecnológico, reajustou o enfoque. Progressivamente, o programa curricular em Medicina tem adotado o modelo vertical. Neste modelo, ciências básicas e clínicas coexistem ao longo da formação médica. Este contexto favorece a introdução de novas abordagens pedagógicas de base tecnológica. De facto, áreas de conhecimento tradicionais, como Anatomia, igualmente refocalizaram o seu paradigma de ensino.
Material e Métodos: Nesse sentido, realizamos uma revisão bibliográfica com objetivo de refletir a tendência pedagógica atual da Educação Médica, analisando as vantagens da introdução/diversificação de abordagens pedagógicas em Anatomia.
Resultados: O status quo da Anatomia é caracterizado por menor tempo disponível para o ensino, pela expansão da imagiologia radiológica e endoscópica, bem como, de outras técnicas médicas invasivas/não-invasivas, pelo aumento do número de estudantes e por restrições logísticas inerentes ao presente contexto da Educação Médica. A abordagem pedagógica tradicional, alicerçada na disseção cadavérica, vem sendo complementada por novas tecnologias auxiliares (modelos 3D ou imagiologia digital 2D/3D) ao estudo anatómico. Também, a transmissão de conhecimento vem adotando diferentes vias. Assim, os Sistemas Gestores de Aprendizagem, redes sociais ou plataformas de aprendizagem/avaliação virtuais assumem papéis relevantes.
Discussão: O futuro reserva metodologias educativas promissoras. O desenvolvimento de Inteligência Artificial, da Realidade Virtual e a aplicação dos princípios de Learning Analytics favorece a disponibilização de ferramentas analíticas ao processo de aprendizagem em tempo-real, personalizando-o.
Conclusão: A reflexão sobre a Educação em Anatomia, como modelo compreensivo, permite perceber a complexidade da Educação Médica. Assim, o presente contexto favorece a perspectiva de blended learning, sustentada em estratégias pedagógicas multimodais.
Palavras-chave: Anatomia/educação; Blended Learning; Educação Médica; Educação Médica Pré-graduada