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Leia a Última Edição!

II Série Volume 32 Número 7-8
Julho-Agosto 2019

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Erisipela.

7- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura.

17- Rabdomiólise.

18- Pancreatite aguda. Actualização e proposta de protocolo de abordagem.

19- Distócia de ombros: uma emergência obstétrica.

20- Síndrome linfoproliferativo autoimune.

 
   

40 Anos da Acta Médica Portuguesa “Os médicos precisam de investigar e publicar mais artigos científicos para combater a pseudociência”



Há 40 anos saía da gráfica a primeira edição da Revista Acta Médica Portuguesa. Quatro décadas e 3884 artigos depois, disponíveis na PubMed, muita coisa mudou e é hoje publicada, agora apenas online, a edição especial que assinala o aniversário da Revista Científica da Ordem dos Médicos que tem ajudado a construir a história dos médicos e da medicina em Portugal. 

“A Acta Médica Portuguesa e todos os que a ajudaram a crescer e a ser o que é hoje estão de parabéns. Esta revista é o reflexo da importância que a ciência sempre teve na evolução da medicina. Mas não está tudo feito. Os médicos precisam de investigar e publicar mais artigos científicos para combater a pseudociência e toda a informação que não tem suporte em evidência científica e que gera fake-news”, afirma o bastonário da Ordem dos Médicos. 

Para Miguel Guimarães “é, por isso, fundamental que a formação médica pré e pós-graduada inclua cada vez mais conteúdos que proporcionem aos médicos as ferramentas necessárias para conjugarem a sua atividade clínica com a produção científica. Isso implica que os internos e especialistas tenham também tempo nos seus hospitais e centros de saúde para dedicar mais tempo à investigação, sendo isso um fator essencial para os captar”. 

“Escrever, ler, editar e rever artigos científicos é um trabalho exigente e com regras muito próprias que importa começar a trabalhar logo nas faculdades médicas”, reforça o editor-chefe da Acta Médica Portuguesa (AMP), lembrando que, tendo isso presente, em 2015 foi criada a Acta Médica Portuguesa - Student. Tiago Villanueva adianta, ainda, que esta edição emblemática recupera a capa da primeira edição da AMP e partilha alguns números que demonstram a grande evolução da publicação nos anos mais recentes: em 2012 foram publicados 105 artigos e em 2018 esse número subiu para 163 artigos; no mesmo período o número de revisores disparou de 169 para 5021; o número de utilizadores da plataforma eletrónica subiu de 392 para 10.708. 

Ainda assim, para o editor-chefe da AMP, mais importante ainda é o facto da AMP ser uma das únicas quatro revistas científicas médicas portuguesas com fator de impacto, num valor que passou de 0,091 em 2012 para 0,581 em 2018. Estes valores são calculados tendo em consideração o número de citações obtidas, dividido pelo número de artigos publicados nos anos em análise (por exemplo, o fator de impacto em 2018 refere-se às citações obtidas em 2017 de artigos publicados em 2015 e 2016 a dividir pelo número de artigos citáveis publicados em 2015 e 2016). Para esta subida contribuiu o elevar da fasquia na seleção dos artigos, com a taxa de rejeição a subir em 2018 para os 82,79%. O número de artigos submetidos passou de 400 para mais de 1100 entre 2012 e o ano passado. 

Miguel Guimarães reforça, por outro lado, “as características que tornam a AMP única, ao ser uma revista que pretende promover simultaneamente a qualidade, o conhecimento e a atualidade científica, mas também as dimensões éticas, de respeito pela dignidade humana e de reforço da importância da relação médico-doente, sempre com independência e imparcialidade editorial”. O painel de revisores inclui médicos e investigadores, mas também estatísticos, economistas da saúde, entre outros.