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II Série Volume 33 Número 3
Março 2020

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

7- Erisipela.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura.

17- Rabdomiólise.

18- Distócia de ombros: uma emergência obstétrica.

19- Distócia de ombros: uma emergência obstétrica.

20- Espondilodiscite: que etiologia?

 
   

Suturas Uterinas de Compressão no Controlo da Hemorragia Pós-Parto: Uma Revisão Narrativa



Introdução: A hemorragia pós-parto é a principal causa de morbimortalidade materna. Apesar dos tratamentos disponíveis, o potencial fértil da mulher pode ser colocado em causa. As suturas uterinas de compressão representam uma terapêutica conservadora do útero. Assim, revimos os tipos de suturas uterinas de compressão para compreender quando devem ser uma opção terapêutica.
Material e Métodos: Foi realizada pesquisa na MEDLINE e PubMed com os termos ‘postpartum haemorrhage’ e ‘uterine compression sutures’ separados e em conjunto. Os resultados foram revistos e os artigos de revisão ou descrevendo casos clínicos de suturas uterinas de compressão foram selecionados.
Resultados: Em 1997, B-Lynch et al descreveu pela primeira vez as suturas uterinas de compressão para tratamento da hemorragia pós-parto. Desde aí, publicações de diferentes tipos de suturas uterinas de compressão, com registo de casos bem-sucedidos, têm sido publicadas. A maioria reporta taxas de sucesso acima de 75%, com preservação da fertilidade, existindo vários casos de bom desfecho obstétrico posteriormente descritos. As complicações associadas são raras.
Discussão: A evidência acerca do uso de suturas uterinas de compressão é limitada pela qualidade dos artigos existentes que incluem apenas pequenas séries de casos ou descrições de casos isolados. Apesar disso, tem sido reconhecido o seu potencial enquanto estratégia conservadora no controlo da hemorragia pós-parto devido a atonia uterina, sendo recomendado o seu uso, se possível, antes de realizar histerectomia.
Conclusão: Em situações de hemorragia pós-parto, as suturas uterinas de compressão são eficazes, seguras e simples de realizar, preservando o potencial reprodutivo.

Leia aqui o artigo completo (apenas em Inglês).