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II Série Volume 33 Número 10
Outubro 2020

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Erisipela.

7- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura.

17- Rabdomiólise.

18- Ectopia pancreática.

19- Carcinoma inflamatório da mama.

20- Abordagem do síndrome vertiginoso.

 
   

O Impacto a Longo Prazo da Síndrome Pós-Trombótica Numa Coorte Retrospetiva no Norte de Portugal



Introdução: A síndrome pós-trombótica é uma complicação frequente da trombose venosa profunda, contudo a incidência em Portugal é desconhecida. O principal objetivo é determinar a incidência e gravidade da síndrome pós-trombótica após primeiro episódio de trombose venosa profunda.
Material e Métodos: Estudo de coorte observacional, unicêntrico e retrospetivo de doentes com primeiro episódio de trombose venosa profunda do membro inferior documentado por eco-doppler (n = 101). O score Villalta modificado foi aplicado por entrevista telefónica para diagnóstico e categorização da síndrome pós-trombótica. A qualidade de vida dos pacientes foi avaliada pela classificação CIVIQ -14 ajustada.
Resultados: A mediana do tempo de seguimento foi de seis anos. A síndrome pós-trombótica grave esteve presente em 27% e
moderada em 33%. A prática de atividade física no momento da entrevista esteve associada a uma menor incidência de síndrome
pós-trombótica (risco relativo = 0,489; intervalo de confiança de 95% = 0,320 - 0,748). O aumento de peso após trombose venosa profunda (risco relativo = 2,188; intervalo de confiança de 95% = 1,137 - 4,210) e menores habilitações literárias (risco relativo = 2,005; intervalo de confiança de 95% = 1,297 - 3,098) revelaram associação positiva com síndrome pós-trombótica. A qualidade de vida correlacionou-se com a síndrome pós-trombótica, sendo 90 ± 17, 64 ± 18 e 43 ± 15 em doentes sem síndrome pós-trombótica, com síndrome pós-trombótica moderada e com síndrome pós-trombótica severa, respetivamente (p < 0,001).
Discussão: Nesta coorte de doentes no Norte de Portugal, a incidência a longo prazo da síndrome pós-trombótica é superior a outros estudos e correlaciona-se com piores resultados na classificação CIVIQ-14 ajustada.
Conclusão: Estudos prospetivos são necessários para maior evidência.

Leia aqui o artigo completo (apenas em inglês).