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II Série Volume 34 Número 12
Dezembro 2021

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  1- Factores de recorrência das lesões intraepiteliais do colo do útero.

2- Duodenoscopia e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (cpre) no diagnóstico da patologia biliar e pancreática. Experiência dos primeiros 150 exames.

3- Mefedrona, a Nova Droga de Abuso: Farmacocinética, Farmacodinâmica e Implicações Clínicas e Forenses

4- História natural da dilatação pielocalicial pré-natal.

5- Drogas antidepressivas.

6- Erisipela.

7- Abordagem terapêutica das úlceras de pressão--intervenções baseadas na evidência.

8- Traumatismo Crânio-Encefálico: Abordagem Integrada

9- Ulceras genitais causadas por infecções sexualmente transmissíveis: actualização do diagnóstico e terapêuticas, e a sua importância na pandemia do VIH.

10- Abordagem actual da gota.

11- Vasculite livedóide.

12- Cisto de Tarlov: definição, etiopatogenia, propedêutica e linhas de tratamento.

13- Tratamento antibiótico da cistite não complicada em mulheres não grávidas até à menopausa.

14- Urolitíase e cólica renal. Perspectiva terapêutica em Urologia.

15- Inversão uterina.

16- Hipoplasias cerebelosas.

17- Hipoplasias cerebelosas.

18- Neuroanatomia funcional. Anatomia das áreas activáveis nos usuais paradigmas em ressonância magnética funcional.

19- Espondilodiscite: que etiologia?

20- Iodo e Tiróide: O que o Clínico Deve Saber

 
   

18F-FDG PET/TC em Doentes com Carcinoma da Vulva e Vagina: Estudo Preliminar de 20 Casos



Introdução: Apesar da crescente evidência que suporta o uso da tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose em tumores malignos do colo do útero e do ovário, os dados sobre o carcinoma da vulva e da vagina são escassos. O nosso objetivo foi avaliar o papel da tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose em doentes com carcinoma da vulva e da vagina.
Material e Métodos: Entre janeiro de 2013 e abril de 2018 foi realizado um estudo retrospetivo numa coorte de 20 doentes com carcinoma da vulva (n = 17) e da vagina (n = 3), comprovados por biópsia, que efetuaram tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose. Recolheram-se os dados clínicos de todos os doentes, bem como a indicação clínica para a realização da tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose, os seus resultados e o valor de captação padronizado máximo da lesão principal (SUVmax). Para além disso, correlacionaram-se os resultados da tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose com os de outras modalidades diagnósticas, nomeadamente com os achados histológicos, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Os doentes foram divididos em dois grupos, um com doença recém diagnosticada e outro com doença recorrente.
Resultados: Seis doentes tinham doença recém diagnosticada e 14 tinham doença recorrente. A lesão principal foi detetada em cinco dos seis doentes com doença recém diagnosticada e nos 14 com doença recorrente. Foram identificados outros locais de captação de 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose, nomeadamente gânglios linfáticos ilíacos e inguinais, e lesões à distância. Em 12 casos foram realizadas ressonância magnética e tomografia computadorizada. Em quatro casos com doença recorrente, as anomalias (lesão principal /gânglios linfáticos metastáticos) identificadas na tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose não haviam sido descritas como suspeitas pela tomografia computadorizada.
Discussão: No nosso estudo, a tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose identificou mais anomalias que a tomografia computadorizada na doença recorrente. Comparando com os resultados histológicos, a tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose apresentou sensibilidade de 95% e um valor preditivo positivo de 100% na identificação do tumor primário/ lesão principal recorrente. Poucos dados estão disponíveis sobre a utilidade da tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose no seguimento de carcinomas da vulva e da vagina. As evidências atuais sugerem uma elevada exatidão na deteção de metástases ganglionares e uma mudança de 36,0% - 61,5% no tratamento destes doentes. Os nossos achados reforçam a utilidade desta técnica no carcinoma da vulva e da vagina. As limitações do nosso estudo decorrem da sua natureza retrospetiva e da raridade das patologias estudadas, o que condiciona o tamanho da amostra e a quantidade de exames de imagem comparativos.
Conclusão: Neste estudo preliminar, a tomografia por emissão de positrões/ tomografia computadorizada com 2-[F-18]-fluor-2-desoxi-D-glucose demonstrou poder ser um método útil em doentes com carcinoma da vulva e da vagina, nomeadamente na definição da extensão da doença e na contribuição para o estadiamento e restadiamento precisos.

Leia aqui o artigo completo (apenas em inglês).