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Revista Científica da Ordem dos Médicos
A hiperatividade simpática paroxística é uma síndrome neurológica caracterizada por episódios súbitos de hiperatividade simpática geralmente desencadeados por estímulos não nocivos. Descrita pela primeira vez por Wilder Penfield em 1929, surge habitualmente após lesões cerebrais graves, associadas a atingimento difuso do diencéfalo e tronco cerebral. A fisiopatologia ainda não está completamente esclarecida, sendo atribuída a um desequilíbrio entre as vias excitatórias e inibitórias do sistema nervoso central. O diagnóstico é clínico, baseado na exclusão de outras causas, podendo ser utilizada a Paroxysmal Sympathetic Hyperactivity Assessment Measure. O tratamento combina terapêutica farmacológica com medidas não farmacológicas. Apesar do reconhecimento crescente, a prática clínica mantém-se heterogénea. São necessários estudos adicionais que permitam aprofundar os mecanismos envolvidos e estabelecer diretrizes padronizadas, baseadas na evidência, para melhorar os resultados clínicos.