Errata ao artigo "Diagnóstico da Doença Renal Crónica em Adultos em Portugal: Orientações Práticas de Peritos Clínicos e Laboratoriais Nacionais"
DOI:
https://doi.org/10.20344/amp.24105Palavras-chave:
Albuminúria, Doença Renal Crónica/diagnóstico, Portugal, Taxa de Filtração GlomerularResumo
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A doença renal crónica representa um problema de saúde pública significativo, afetando cerca de 9,8% da população adulta em Portugal. Pese embora este número, o diagnóstico precoce desta doença nos grupos de alto risco é reduzido. Apesar de serem apenas dois os parâmetros cruciais para o seu diagnóstico – a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) e a albuminúria – em Portugal, mais de 50% dos doentes em estádio 3 - 5 não foram alvo de avaliação concomitante da TFGe e albuminúria. A falta de implementação destas duas métricas em simultâneo, leva à avaliação inadequada da população em risco. Um grupo de trabalho composto por 17 peritos portugueses nas principais especialidades médicas envolvidas na gestão da doença renal crónica (Nefrologia, Medicina Geral e Familiar) e em Patologia Clínica/Análises Clínicas (representantes dos principais laboratórios nacionais) reuniu-se para criar um documento de orientações práticas que visa padronizar os procedimentos de prescrição, determinação, emissão de resultados e interpretação dos parâmetros de diagnóstico (albuminúria e TFGe baseada na creatinina sérica) da doença renal crónica em Portugal, baseando-se na prática clínica, conhecimento científico e recomendações internacionais. Este consenso nacional entre os principais intervenientes no processo de rastreio e diagnóstico, culminou na elaboração de quatro orientações práticas que irão permitir fornecer de forma consistente a TFGe e albuminúria, independentemente da especialidade médica do médico assistente, laboratório de análises ou localização geográfica. Além disso, com este esforço coletivo, os peritos pretendem sensibilizar as autoridades nacionais para a redação de novas normas de orientação clínica, fundamentadas em evidência científica e na prática clínica, para abordar a subavaliação da albuminúria e da TFGe na gestão desta doença.
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