Gestão da Terapêutica Antidiabética em Doentes Submetidos a PET com [18F]FDG
DOI:
https://doi.org/10.20344/amp.24274Palavras-chave:
Diabetes Mellitus/tratamento farmacológico, Fluordesoxiglucose F18, Protocolo, Tomografia por Emissão de Positrões, Tomografia por Emissão de Positrões com Tomografia ComputorizadaResumo
A tomografia por emissão de positrões (PET) com fluorodesoxiglicose {[18F]FDG} é um exame utilizado para identificar áreas de metabolismo glicolítico aumentado, auxiliando no diagnóstico, estadiamento e seguimento de patologia neoplásica, infeciosa ou inflamatória. Em pessoas com diabetes mellitus (DM), a hiperglicemia e a hiperinsulinemia alteram a biodistribuição do radiofármaco, comprometendo a precisão diagnóstica deste exame. A ausência de normas claras pode resultar na preparação inadequada do doente e necessidade de adiar ou repetir o mesmo, acarretando prejuízo para o doente e para a instituição. Este protocolo de atuação clínica resulta de uma revisão da evidência disponível e de um processo de consenso multidisciplinar entre os serviços de Endocrinologia e de Medicina Nuclear da Unidade Local de Saúde São João, visando estabelecer recomendações aplicáveis ao contexto hospitalar português. O documento inclui recomendações detalhadas sobre a gestão dos fármacos antidiabéticos previamente à realização de PET com [18F]FDG, encontrando-se organizado por cenários clínicos específicos: 1) DM tipo 2; 2) DM tipo 1, incluindo doentes com sistemas de perfusão subcutânea contínua de insulina; e 3) DM secundária a corticoterapia. No caso de hiperglicemia de 200 - 350 mg/dL no dia do exame, o protocolo contempla a administração de insulina de acordo com um esquema personalizado, adaptado ao índice de massa corporal e função renal. A implementação deste protocolo visa uniformizar a preparação de pessoas com diabetes para a realização de PET com [18F]FDG e minimizar a necessidade de adiar ou repetir exames, permitindo a otimização da gestão de recursos hospitalares.
Downloads
Referências
Boellaard R, Delgado-Bolton R, Oyen WJ, Giammarile F, Tatsch K, Eschner W, et al. FDG PET/CT: EANM procedure guidelines for tumour imaging: version 2.0. Eur J Nucl Med Mol Imaging. 2015;42:328-54. DOI: https://doi.org/10.1007/s00259-014-2961-x
Surasi DS, Bhambhvani P, Baldwin JA, Almodovar SE, O’Malley JP. 18F-FDG PET and PET/CT patient preparation: a review of the literature. J Nucl Med Technol. 2014;42:5-13. DOI: https://doi.org/10.2967/jnmt.113.132621
Rallapeta R, Manthri RG, Kalawat T, Sachan A, Lakshmi AY, Hulikal N. Utility of short-acting intravenous insulin therapy in preparation of F-18 fluorodeoxyglucose positron emission tomography computed tomography scan in cancer patients incidentally detected with high blood glucose levels on the day of test. Indian J Nucl Med. 2020;35:110-5. DOI: https://doi.org/10.4103/ijnm.IJNM_151_19
Garcia J, Sanchis A, Juan J, Tomas J, Domenech A, Soler M, et al. Influence of subcutaneous administration of rapid-acting insulin in the quality of 18F-FDG PET/CT studies. Nucl Med Commun. 2014;35:459-65. DOI: https://doi.org/10.1097/MNM.0000000000000082
Hernández Grimaldo EG. Impacto de la terapia intravenosa con insulina de corta acción en la biodistribución del 18F-FDG en PET/CT de pacientes con hiperglucemia detectada incidentalmente. Nuevo León: Universidad Autónoma de Nuevo León; 2023.
Pattison DA, Hicks RJ, Macfarlane DJ, Lasubika SM, Hogg A, Akhurst TJ, et al. Personalised insulin calculator enables safe and effective correction of hyperglycaemia prior to FDG PET/CT. EJNMMI Res. 2019;9:15. DOI: https://doi.org/10.1186/s13550-019-0480-2
Roy FN. Impact of intravenous insulin on 18F-FDG PET in diabetic cancer patients. J Nucl Med. 2009;50:178-83. DOI: https://doi.org/10.2967/jnumed.108.056283
Duarte DS, Violante L, Torres I, Duarte H. Tomografia por emissão de positrões com [18F]-FDG e diabetes mellitus – protocolo de abordagem. Acta Radiol Port. 2021;33:19-24.
Seth S, Gallagher EJ. Optimal management of insulin in patients undergoing 18F-fluorodeoxyglucose positron emission tomography scans. Endocr Pract. 2023;29:705-9. DOI: https://doi.org/10.1016/j.eprac.2023.06.006
Taïeb D, Hicks RJ, Hindié E, Guillet BA, Avram A, Ghedini P, et al. European association of nuclear medicine practice guideline/society of nuclear medicine and molecular imaging procedure standard 2019 for radionuclide imaging of phaeochromocytoma and paraganglioma. Eur J Nucl Med Mol Imaging. 2019;46:2112-37. DOI: https://doi.org/10.1007/s00259-019-04398-1
Matievich W, Kiaie N, Dunn TC. Safety and functional integrity of continuous glucose monitoring sensors when used during radiologic procedures under high exposure conditions. J Diabetes Sci Technol. 2023;17:1634-43. DOI: https://doi.org/10.1177/19322968221106206
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Acta Médica Portuguesa

Este trabalho encontra-se publicado com a Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0.
Todos os artigos publicados na AMP são de acesso aberto e cumprem os requisitos das agências de financiamento ou instituições académicas. Relativamente à utilização por terceiros a AMP rege-se pelos termos da licença Creative Commons ‘Atribuição – Uso Não-Comercial – (CC-BY-NC)’.
É da responsabilidade do autor obter permissão para reproduzir figuras, tabelas, etc., de outras publicações. Após a aceitação de um artigo, os autores serão convidados a preencher uma “Declaração de Responsabilidade Autoral e Partilha de Direitos de Autor “(http://www.actamedicaportuguesa.com/info/AMP-NormasPublicacao.pdf) e a “Declaração de Potenciais Conflitos de Interesse” (http://www.icmje.org/conflicts-of-interest) do ICMJE. Será enviado um e-mail ao autor correspondente, confirmando a receção do manuscrito.
Após a publicação, os autores ficam autorizados a disponibilizar os seus artigos em repositórios das suas instituições de origem, desde que mencionem sempre onde foram publicados e de acordo com a licença Creative Commons

