Atrasos na Referenciação para Cuidados Paliativos Especializados em Doentes Oncológicos Internados num Centro Oncológico Português

Autores

  • Pedro Antunes Meireles Medical Oncology Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon. https://orcid.org/0000-0002-3356-1969
  • Inês Vicente Medical Oncology Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon.
  • Bernardo Pereira Medical Oncology Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon.
  • Carolina Pereira Medical Oncology Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon. https://orcid.org/0000-0003-1503-1646
  • Sara Magno Medical Oncology Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon. https://orcid.org/0009-0006-7104-3077
  • Carolina Coelho Internal Medicine Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon. https://orcid.org/0000-0001-8327-5824
  • Madalena Feio Palliative Care Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon. https://orcid.org/0000-0003-4597-2578
  • Cláudia Romão Palliative Care Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon.
  • Fátima Vaz Medical Oncology Unit. Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Lisbon.

DOI:

https://doi.org/10.20344/amp.24418

Palavras-chave:

Cuidados Paliativos, Encaminhamento e Consulta, Listas de Espera, Neoplasias, Portugal

Resumo

Embora o acesso a cuidados paliativos especializados seja um componente fundamental dos cuidados de qualidade em Oncologia, os atrasos no acesso permanecem frequentes em Portugal e os dados institucionais sobre os circuitos de referenciação são escassos. Realizámos um estudo observacional retrospetivo incluindo todos os doentes oncológicos internados referenciados para unidades de cuidados paliativos especializadas num centro oncológico português, entre janeiro de 2022 e junho de 2024, e analisámos os desfechos da referenciação e os tempos de espera desde a referenciação até à admissão ou óbito. Dos 3177 doentes oncológicos internados, 208 (6,5%) foram referenciados para cuidados paliativos, tendo cerca de dois terços (63,0%) falecido antes da admissão. O tempo mediano desde a referenciação até à admissão foi de 29,5 dias (IQR 20,0 – 41,0), enquanto os doentes não admitidos faleceram ao fim de uma mediana de 34,0 dias (IQR 20,0 – 54,0) após a referenciação. Entre os doentes admitidos, o tempo mediano de internamento em unidades de cuidados paliativos foi de 21,5 dias (IQR 10,0 – 40,5). Estes resultados sugerem que a maioria dos doentes oncológicos internados referenciados para cuidados paliativos especializados não é admitida atempadamente, o que reflete atrasos relevantes no acesso, apesar da referenciação. A otimização dos circuitos de referenciação e o reforço da capacidade do sistema são essenciais para garantir o acesso atempado a cuidados paliativos em doentes com doença oncológica avançada em Portugal.

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Publicado

2026-05-29

Como Citar

1.
Antunes Meireles P, Vicente I, Pereira B, Pereira C, Magno S, Coelho C, Feio M, Romão C, Vaz F. Atrasos na Referenciação para Cuidados Paliativos Especializados em Doentes Oncológicos Internados num Centro Oncológico Português. Acta Med Port [Internet]. 29 de Maio de 2026 [citado 5 de Junho de 2026];. Disponível em: https://actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/view/24418

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